Crítica: ‘Animais Fantásticos e Onde Habitam’

23 de novembro de 2016 às 16:27 | Por

Depois de uma longa espera os fãs do mundo mágico criado por J.K Rowling puderam matar as saudades. Dia 17 de Novembro  estreou nos cinemas nacionais o primeiro filme do spinf-off “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, estrelado por Eddie Redmayne, Katherine Waterston, Dan Fogler, Alison Sudol, Colin Farrell e Erza Miller. O filme também traz grandes nomes na produção sendo destaque a parceria de J.K Rowling como roteirista e David Yates – diretor dos últimos 3 filmes da franquia Harry Potter.

 

Assim que o filme começa e o logo da Warner surge na tela, a música tema que embalou uma década de filmes pode ser ouvida e o telespectador já sabe que a magia está de volta. A produção nos leva para uma Nova York antes dos acontecimentos que levaram o mundo bruxo a conhecer Harry Potter. Newt Scamander, um jovem bruxo amante e protetor dos animais mágicos está em uma importante missão: catalogar as criaturas mágicas a fim de levar a comunidade bruxa a entendê-las e não caçá-las.

 

A trama nos conduz a um mundo completamente diferente do que estamos acostumados com o Ministério da Magia do Reino Unido, mostrando como a comunidade bruxa além da Inglaterra da década de 20 articulava suas leis para proteção de bruxos e não-majs (como os norte-americanos chamam os trouxas”), fica claro no filme que o maior medo da prefeitura de Nova York é expor a comunidade bruxa aos olhos dos não bruxos, temendo uma guerra. O filme tem fortes referência à época de caça às bruxas, nos remetendo a Salem e a inquisição. Também retrata como  a repressão a magia pode ser prejudicial à jovens bruxos.

 

Porém, as revelações acerca do mundo bruxo fora da Europa não são as únicas novidades do novo filme. A estreia de J.K Rowling como roteirista de cinema prova mais uma vez o quão impressionante a autora de Harry Potter consegue ser. Com um roteiro sensível e bem articulado, Rowling nos apresenta a compaixão do jovem Scamander e toda sua simpatia de forma leve e contagiante. Com pitadas de um humor inocente, a mensagem clara contra discriminação e em prol de tolerância atinge em cheio o público, de forma que só J.K Rowling consegue transmitir. No cenário em que vivemos, onde o discurso de ódio à minorias sociais vem crescendo, o filme cai como uma luva para reflexão da população.

 

Animais Fantásticos e Onde Habitam é um filme sobre amor, respeito, magia e rebeldia. É impossível não se apaixonar por seus personagens e os próximos 4 filmes prometem nos prender ainda mais. Para alegria dos fãs da autora potterhead, o reencontro com a trama atingiu todas as expectativas.

Joy - é, tipo a enfermeira - , 21 anos, terminando a faculdade de jornalismo e investindo em fotografia. Amo livros e filmes. Fã nº 1 da J.K Rowling e de tudo que ela cria. Entre outros autores favoritos estão Stephen King e Edgar Alan Poe. Curto animações, desenhos animados e animês. Mudo de cabelo como uma metamorfomaga mas juro que não foi intencional o diálogo com Harry Potter, assim como não trabalho em um centro Pokémon.