Crítica The Beauty Inside: “Só a beleza interior importa?”

10 julho, 2017 às 19:54 | Por

Quando se ama um pessoa, reconhece-se o cheiro do ser amado, destaca-se a melodia de sua voz, ressalta  o cor do seus olhos, o tom de sua pele e aqueles detalhes que só quem observa de perto reconhece no outro. E se todos esses reconhecimentos sensoriais fossem negados? É com esse embate que The Beauty Inside constrói sua narrativa.

 

A beleza interior, que serve de título para o longa, realmente é retratada como sendo uma, ou até mesmo, a coisa mais importante para a base de um relacionamento. Contudo, o externo, o visível, é reconhecido não como algo superficial, mas como descrito anteriormente, como parte de como o amor se constrói, pelo entendimento e identificação da figura querida.

 

 

Este trato mais profundo e complexo sobre está questão é o ponto principal desta história de amor improvável. Yo-soo (Han Hyo-Joo) ama Woo-jin (interpretado por vários atores) pelo o que ele é por dentro, mas a todo momento tem de o descobrir, é forçada a se adaptar e principalmente a reconhecer em diferentes fazes, trejeitos e formas a personalidade do seu amado. Algo exaustivo, que coloca em dúvida se é possível amar apenas o que a pessoa tem por dentro, sem se preocupar com o exterior.

 

Repleto de estrelas sul-coreanas, como a atriz Park Shin-Hye, o filme é reflexivo no sentido de levantar questionamentos sobre quais os princípios essenciais a um relacionamento. Ele mescla drama e humor em uma narrativa envolvente, que surpreende ao usar elementos sobrenaturais para conversar realisticamente sobre o que podemos chamar da busca pelo espírito do amor verdadeiro.

 


The Beauty Inside, dirigido por Jong-Yeol Baek é uma adaptação de uma minissérie norte americana homônima. Lançada em 2012, contou com 5 episódios. O longa conta no elenco com Lee Hyun-Woo, Park Shin-Hye, Ko Ah-Sung, Seo Kang-Joon, entre outros.


 

Jornalista. Sonho em me tornar uma mistura de Lizzie Bennet e Tracy Whitney, tirando a parte fora da lei. Ler e escrever são o que mais gosto de fazer. Fico nervosa sem um livro na bolsa ou quando não acho caneta e papel quando a inspiração vem. Tenho sonhos a lá filme de Spielberg, ilusões amorosas por Mr. Darcy e obsessão por Harry Potter.