Crítica: Filme Usagi Drop retrata as maravilhas e desafios da paternidade

7 de setembro de 2017 às 17:50 | Por

Usagi Drop, filme japonês de 2011, conta a história de Kawachi Daikiti (Matsuyama Kenichi) que após descobrir no enterro do seu avô que ele teve uma filha fora do casamento vira o guardião da pequena Rin (Ashida Mana).

 

O live action é baseado em uma mangá de mesmo nome, de Unita Yumi, publicado originalmente em 2005. Deixamos claro que a crítica se refere apenas ao filme e não a relacionaremos com o original, cujo final foi bem polêmico, e ainda a outra adaptação bastante conhecida da história em anime.

 

 

O filme discorre sobre diversas questões familiares importantes como a responsabilidade de se ter um filho e como isso afeta na vida da pessoa em sociedade. Após a escolha de assumir a guarda de Rin, Daikiti vê sua vida mudar. Com 27 anos, o rapaz continua solteiro, algo descriminado na sociedade japonesa.

 

Os primeiros confrontos se dão primeiramente à oposição que ele tem de lidar da família, que rejeita Rin pelo fato de ela ser filha ilegitima. Ainda lhes desagrada a ideia dele criá-la, por acharem que atrapalharia sua vida. O que acaba por ter relevância, se dissociarmos totalmente da parte emocional, já que em muitas vezes é descrito o quanto ter filhos afeta a vida social e profissional de uma pessoa.

 

Apesar de mostrar as dificuldades da paternidade, algo muito romantizado em filmes, é destacado que a maternidade apresenta ainda mais desafios. A sociedade lhes exige dedicação total, fazendo com que muitas vezes as mulheres precisem abrir mão de seus sonhos ou então, de se sentirem mal por optarem por suas profissões.

 

O filme transmite a ideia de que para ser mãe é preciso coragem. Isso é exemplificado pela figura de Yukari (Karina), uma modelo que é mãe do amiguinho de Rin. Ela prossegue com a carreira mas se mostra frustada por não poder se dedicar ao filho como gostaria.  A moça serve ainda de alívio cômico, já que faz parte dos sonhos delirantes de Daikiti.

 

 

A atuação de Ashida como a pequena Rin  é esplêndida. A atriz consegue ser natural no papel da menina que ensina e aprende com a nova relação criada. A sintonia com Matsuyama é um dos pontos altos do filme, que encanta a cada descoberta, a cada momento passado entre os dois.

 

 

Jornalista. Sonho em me tornar uma mistura de Lizzie Bennet e Tracy Whitney, tirando a parte fora da lei. Ler e escrever são o que mais gosto de fazer. Fico nervosa sem um livro na bolsa ou quando não acho caneta e papel quando a inspiração vem. Tenho sonhos a lá filme de Spielberg, ilusões amorosas por Mr. Darcy e obsessão por Harry Potter.