Série Law: Lucas Andrade apresenta o detetive Lawrence Knopp

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O escritor Lucas Andrade ganhou visibilidade quanto teve seu trabalho divulgado por uma amiga em uma rede social. O tweet atingiu diversas pessoas que se solidarizaram ao saberem que Lucas havia tido um grande prejuízo por conta de uma editora desonesta, o que culminou na sua escolha de publicação independente.

 

 

Com dois livros lançados, que compõem a série Law, apresentam um excêntrico detetive em estranhos casos. Para contar mais sobre as obras, entrevistamos Lucas. Confira:

 

Os livros narram a história de Lawrence Knopp um excêntrico detetive escocês em ascensão que usa pantufas cor de rosa e tem um humor estranho. Quais foram suas inspirações para escrever a Série Law?

 

Como inspiração, não dá pra deixar de citar Sir Arthur Conan Doyle (Sherlock Holmes) e Agatha Christie (Hercule Poirot). É impensável alguém criar histórias desse estilo e não ter nenhum pingo de inspiração desses dois. A narração também sofreu influências de Vanessa Gebbie (autora de O Conto do Covarde) no sentido de brincar com a descrição dos fatos e de Rick Riordan (autor da série Percy Jackson), também nessa ideia de trazer humor à história.

 

 

 
Apesar de terem um sentido cronológico, ambos os livros podem ser apreciados de foram separada. Quantos livros estão previstos para a série e o que mais os leitores poderão esperar do detetive?

 

Atualmente, além dos dois publicados, tenho mais dois livros concluídos em processo de revisão. Não tenho uma previsão de quantidade de livros, mas pretendo escrever pelo menos dez histórias dessa série. Não posso dar muito spoiler, mas já adianto que novos detetives vão surgir na trama, além de uma pegada mais sobrenatural para o terceiro livro.

 

Nas histórias, vez ou outra eu deixo subentendido que Lawrence tem um irmão, mas sem me aprofundar nisso. Até hoje, nunca me pediram pra falar sobre ele, o que, em partes, é bom. Um outro membro da família sempre abre oportunidades para novas histórias e segredos, e pode ser que eu tenha algo em mente sobre isso (só talvez).

 

Como é o seu processo criativo? 
 

 

A faculdade barra boa parte do tempo criativo (rindo pra não chorar), mas, geralmente, eu tento tirar algum sábado ou domingo pra investir no meu livro durante a tarde toda. O gênero romance policial exige um planejamento minucioso, então preciso ter a ideia completa na minha cabeça antes de começar a escrever. Uma dica que recebi faz algum tempo é a de escrever o último capítulo primeiro, pois assim eu consigo ter um direcionamento para a história e evito me perder no caminho. Escutar música instrumental durante a escrita também ajuda, e vez ou outra me pego de pé encenando as ações do personagem ou lendo as falas em voz alta.

 


O seu trabalho ganhou visibilidade após uma amiga sua, a escritora Nathaly V.,  tweetar sobre seu prejuízo com uma editora no lançamento das obras e a atual escolha pela publicação independente. O tweet conseguiu mais de 35mil curtidas. Como foi isso?

 

Foi a coisa mais surpreendente e a mais incrível que já me aconteceu. Nenhum de nós dois tinha ideia de que o tweet iria ter tanta repercussão assim, e foi uma surpresa muito grande quando vimos até onde isso chegou. Em menos de 24 horas, quase 150 pessoas tinham vindo me mandar mensagem, fosse por interesse nos livros, pedindo ajuda e conselhos para publicar seus próprios livros ou apenas mensagens de apoio. Foi, com certeza, a melhor coisa que já me aconteceu.

 


#Livros  


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