Betina Vlad e o Castelo da Noite Eterna: Douglas MCT fala sobre seu novo livro

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Os famosos monstros da literatura e do cinema realmente existem e ainda, acabam gerando filhos, com sua herança sobrenatural. Essa é a premissa de Betina Vlad e o Castelo da Noite Eterna, nova obra do escritor Douglas MCT, lançada pela AVEC Editora.

 

No livro, alguns descobrem sua herança sobrenatural, de um jeito sempre terrível, e conseguem chegar ao Castelo da Noite Eterna, uma fortaleza de monstros na Transilvânia dedicada ao treinamento de jovens sobrenaturais. É essa revelação que leva a garota brasileira Betina Vlad a uma incrível aventura por um mundo escuro e cheio de mistérios, na morada de seu verdadeiro pai – Drácula! Com a ajuda do lobisomem Tyrone Talbot e de Adam, um dos filhos de Frankenstein, Betina tenta resgatar uma menina sobrenatural das garras da perigosa Inquisição Branca, ao mesmo tempo que a turma passa a ser perseguida por caçadores de monstros, entre eles Van Helsing. Em meio aos perigos dessa jornada, Betina precisa confrontar um pai que ela não conhece e lidar com uma cruel traição.

 

Para contar mais sobre o livro, batemos um papo com o autor, que nos revelou quantos livros são previstos para a série e o processo de criação deste primeiro, Confira:

 

 Como surgiu Betina Vlad?

 

 

Eu sempre fui fascinado por monstros. Cresci no final dos anos 80, década onde rolava uma profusão de filmes de terror e outras experimentações do gênero e fui completamente fisgado pelo Drácula de Bram Stoker, que o Coppola dirigiu em 92. Entre a Turma da Mônica, a Turma do Penadinho era a minha predileta. Na Disney, as histórias de terror e mistério do Donald eram as que mais me chamavam a atenção. A Turma do Arrepio, outro gibi daquela época, também enchia minhas estantes, entre outras obras do tipo. Sempre me encantei muito com a criatividade visual dos monstros e também do teor trágico que eles carregavam em diferentes histórias e mídias, e sou um dos poucos caras que adora Van Helsing – O Caçador de Monstros que estreou em 2004 e resgatava o lance de crossover entre as criaturas – algo oriundo dos anos 40 e 50, quando a Universal realizava alguns encontros entre seus monstros. Então, em janeiro de 2014, esbocei um resumo de 15 páginas com um crossover de monstros, mas com uma pegada juvenil, pra explorar um terreno que eu ainda não tinha encontrado em livros e meio que repetindo as experiências que eu tinha vivido quando criança. Foi só no final de 2016 e início de 2017, é que formatei de vez as ideias que levaram a Betina Vlad.

 

O livro apresenta claras inspirações em personagens clássicos do terror. Quais outras inspirações atribui à construção do livro?

 

Sempre vendi Betina Vlad como uma mistura de Percy Jackson com Penny Dreadful, o que acredito sintetiza bem a coisa toda. Mas claro, é muito mais do que isso. Além das evidentes inspirações nos monstros clássicos da Hammer e da Universal dos anos 30, 40 e 50, o livro também resgata referências de outros livros e filmes de terror clássicos e contemporâneos (deixo os easter-eggs para o leitor pescar ao longo das páginas; e creia, são inúmeros!), além de vários quadrinhos que me ajudaram muito a compor o tom da obra, entre eles: Jovens Titãs, Academia Gotham, Campeões, Jovens Vingadores, Fugitivos, Homem-Aranha e principalmente X-Men.

 

Quantos livros são previsto para a série?

 

“Betina Vlad e os Sobrenaturais”, que é o nome que dei pra coleção iniciada em O Castelo da Noite Eterna, foi planejado para ter 4 livros – estes, estruturados de maneira mais ou menos independente, com tramas mais redondas e que podem ser lidos separadamente. Mas como sempre digo, se o leitor optar por ler na sequência, terá uma experiência mais completa. Além dos 4 livros principais, também tenho algumas ideias para livros que se passem dentro desse universo com outros personagens. E quadrinhos narrando alguns spin-offs. Definitivamente teremos quadrinhos de Betina Vlad em algum momento também.

 

 

Como é seu processo criativo? Quanto tempo demorou para escrever o livro?

 

Diferente dos meus colegas, não sou nada disciplinado. Não tem essa comigo de “tantas páginas por dia”, “tantos caracteres”, “tantas palavras” etc e tal. Quando tive o insight no final de 2016, abri meu Google Docs e despejei as ideias iniciais ali. É mais ou menos onde tudo começa na produção. Aí eu lapido um pouco aquelas ideias e transformo num resumo do que seria uma primeira história, começando a definir o protagonista e depois os demais personagens, ainda sem uma trama clara na cabeça. E assim as coisas vão chegando, aos poucos, como os objetivos, os conflitos, os obstáculos etc. Os vilões nasceram quase que imediatamente, de forma natural. Aliás, o Docs foi usado o tempo todo, onde criei vários arquivos, sendo o principal deles a de “Wiki” da obra, onde armazeno várias ideias, onde descarto outras (só o prólogo mudou 5 vezes até a versão final), posto frases, links de referências, coisas que pretendo usar no futuro, mini-fichas de personagens pra não perder a voz deles etc, elementos importantes pra que eu mantenha a coesão narrativa. E sempre escrevo ouvindo trilhas sonoras de filmes ou games, para uma maior imersão no enredo.

 

Seguindo ainda um processo que venho realizando na última década, fiz brainstorm via Skype com 4 colegas durante horas da noite naqueles dias iniciais de criação (entre eles Felipe Castilho, que também prefacia o primeiro livro). Já tínhamos esse hábito quando eu morava em São Paulo, com um se reunindo na casa do outro ou em cafés para pirar nas ideias. No início de 2017 comecei a escrever o livro efetivamente, tendo apenas uma pausa longa de 4 meses no meio do ano por um problema pessoal. Fui terminar a escrita em novembro daquele ano e a história ainda sofreu um grande ajuste em um dos capítulos iniciais, propostos pelo editor, pra depois seguir para a leitura-beta.

 

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