10 Curiosidades Literárias com o escritor Allison RDS

3 de outubro de 2017 às 15:01 | Por

 

O escritor brasileiro Allison RDS, tem entre suas publicações os e-books ‘HAEGESSA: Entre a Luz e as

Sombras’ e ‘Conturbatio: Contos, medos e outras perturbações’, pela Amazon. E ‘Etéreo’ e ‘Aos Olhos de Ayo’, além de fazer parte das antologias de ‘Contos Macabros’ e ‘Universos Extraordinários’, todos pela Editora PenDragon.

 

 

Com tantas publicações, não tem como não ficar curioso quanto à quais foram suas inspirações e de onde vem tanta história. Para matar essa e outras curiosidades de seus leitores, Allison RDS nos contou suas 10 curiosidades literárias.

 

1- Além de ser escritor sou enfermeiro no Centro Cirúrgico de um grande hospital, então acabo sempre usando algumas coisas que vivencio no trabalho como inspiração para os livros. Por exemplo: No livro ‘Haegessa’, existe uma cena de homicídio na urgência da Santa Casa de São Paulo, em ‘Etéreo’ uma cena no hospital de campanha e por aí vai…

 

2- Para escrever o ‘Haegessa’, pesquisei a religião wicca a fundo, inclusive entrando em contato com as páginas oficiais dos representantes da religião no Brasil. Foi uma experiência fascinante, fui muito bem tratado e eles se sentiram felizes por serem representados na literatura fantástica por um autor brasileiro.

 

3- Sempre, sempre mesmo… escrevo com música muito alta. As músicas que escuto são sempre relacionadas à cena que estou escrevendo, ‘Etéreo’ foi escrito praticamente inteiro ao som de Nightwish e Avantasia. Já para ‘Aos Olhos de Ayo’ as cenas de batalha foram feitas ao som de Sepultura, Metallica e Iron Maiden, as fantásticas ao som de Épica, Avantasia e AC/DC. As bandas de rock sempre me acompanham nos livros, rsrs.

 

4- Meu autor favorito é o Ken Follet, portanto livros que misturam eventos reais à ficcionais são meus favoritos.

 

 

5- ‘Etéreo’ é uma mistura da mitologia egípcia (contada de forma sutil e apenas com alguns deuses) a fatos acontecidos na Antártica e no Brasil. Também misturo as lendas egípcias das pirâmides de Toth, das sacerdotisas de Isis à guerra real que aconteceu entre o Império Persa e o Egito.

 

6-  Em ‘Aos olhos de Ayo’ me aprofundei muito mais, o livro conta a história de seis personagens distintos que tem suas histórias entrelaçadas à história de Ayo, um escravo brasileiro que é vendido e acaba caindo em meio à guerra do Paraguai. O livro mistura os fatos reais: Batalhas, datas históricas, personagens históricos, contexto político e social ao contexto ficcional de Ayo, sua fé nos orixás e sua força de vontade em permanecer vivo durante a guerra.

 

7- Para as pesquisas históricas de ‘Aos Olhos de Ayo’, entrei em contato com alguns historiadores do exército, li muito sobre a guerra e sobre o contexto social do Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai na época. Para a mitologia Iorubá, li inúmeros livros sobre os orixás, assisti alguns filmes e até uma série da extinta TV Manchete que encontrei no YouTube após indicações. Também entrei em contato com alguns estudiosos das religiões afro-brasileiras. Afinal de contas, por mais que seja um livro de fantasia, prezo muito pelo respeito e pela honestidade com a fé das pessoas, acho isso extremamente importante.

 

 

8- Uma mania que tenho é revisar três vezes tudo o que eu escrevo antes de enviar para a leitura crítica e olhem como tenho sorte, pedi para ninguém menos que a super Graci Rocha ser a beta de ‘Aos Olhos de Ayo’. Claro, depois da minha terceira revisão.

 

 

9- ‘Aos Olhos de Ayo’ nasceu como um livro único, fiz o roteiro do livro e comecei a escrevê-lo, mas quando cheguei nos capítulos da batalha do Tuiuti, o primeiro original já tinha cerca de 600 páginas A4. Conversei com meu editor e expliquei a história toda do livro, então ele me sugeriu uma trilogia, acatei e o primeiro livro foi lançado na Bienal do Rio de Janeiro.

 

10- Ah uma curiosidade muito importante! Tenho dois gatos (Draco e Aria., sim inspirados no Malfoy e na Stark), que geralmente me ajudam bastante no processo de escrita, pisam no teclado, puxam os fios dos meus fones de ouvido e mordem os meus pés, o que ajuda bastante… rsrs.

Jannayna Pereira

Jornalista, mãe de 6 peludos e de uma cascuda chamada Donatela. Sou uma mistura de Penélope Charmosa e Wandinha Addams, a típica fofa das trevas que adora o universo Disney. Choro toda vez que assisto a morte de Mufasa, amo Cavalo de Fogo e necessito de TWD. K-pop é como uma religião e minha deusa é a Hyuna. Ainda não sei se vivo no País das Maravilhas ou no Fantástico Mundo de Bob, porém, desde que os doramas e o tal de Lee Min Ho começaram a fazer parte da minha vida, a Coreia não me parece uma má ideia.