14 julho, 2017 às 19:51 | Por

Resenha A Maldição das Fadas, de Marcos Mota


Se uma mulher encantada se apaixonar e seu amor for correspondido

, em poucos dias ou horas, seu amado morrerá. Esta é a maldição que todas as fadas carregam: nunca serão felizes no lado sentimental. A maldição, porém, será quebrada quando o Objeto de Poder do povo encantado, perdido há quinhentos anos, for encontrado.
Aurora Curie, uma fada de treze anos de idade, acredita ter indícios do objeto pertencente ao seu povo e decide partir numa aventura para encontrá-lo. O que ela não esperava é que Pedro Theodor, o aqueônio que se dispõe a ajudá-la na busca, se apaixonasse por ela. Entre monstros e enigmas, o maior perigo que enfrentarão nesta jornada será o de deixar manifestar um para o outro o amor que sentem.

 

 

Marcos Mota apresenta uma nova aventura de Objetos de Poder, e novamente a trama conta com ritmo e características próprias. A introdução de um romance na história, algo que não havia nos outros livros, deixou o enredo em um tom diferente mesclando a temática com a conhecida aventura presente nos livros da saga.

 

 

A protagonista de “A Maldição das Fadas”, Aurora Curie, tem de enfrentar diversas mudanças ocasionadas pelo despertar do primeiro amor, pela puberdade e por sua linhagem . Em pouco tempo a garota tem de lidar e fazer escolhas de vida ou morte evoluindo e aprendendo de acordo com o desenrolar da aventura. O desenvolvimento dos personagens, da forma que for, sentimental, comportamental ou intelectual, são sempre muito bem explorados nas obras de Motta. Fica perceptível ao final de cada aventura que não apenas os leitores podem ser transformados por meio de tantas lições implícitas as tramas, como ainda os personagens apresentam uma mudança ocorrida de forma natural.

 

A forma como os obstáculos são apresentados e a contextualização desta história, um lugar que definha perante a corrupção de seus representantes,  torna com que a narrativa se torne mais próxima do leitor apesar de se tratar de uma obra de fantasia, pois podemos em diversos trechos fazer comparações e entender como metáforas vários momentos da história.

 

 

A presença e busca pelos objetos de poder nessa aventura aparece muito mais como um caminho, um meio para conseguir um fim, no caso, a quebra da maldição, do que nos demais livros, onde este aparecia como sendo o maior objetivo dos protagonistas. Contudo, o  livro novamente coloca em evidência a responsabilidade de se ter um grande poder nas mãos e destaca as transformações que podem ocorrer a uma pessoa que se deixar levar por tal capacidade.

 

Dessa vez a construção da narrativa teve um ritmo menor em relação às demais obras,  o aspecto romântico, presente na história fez com que fossem necessárias maiores explicações e compreensão de questões passadas para que ao final tudo estivesse bem amarrado, como ocorreu.

 

Os leitores que já tiverem conhecido o reino de Enigma (que conta com um mapa neste terceiro volume), estarão familiarizados com alguns aspectos dos objetos de poder, mas apenas isto o diferenciará àqueles que começarem a ler por “A Maldição das Fadas”. Os livros continuam independentes uns dos outros, não formando assim uma linha obrigatória de leitura e podem ser apreciados de acordo com a escolha do leitor (até agora).

 

 

Confira a resenha dos outros livros:

O Enigma dos Dados

O Cemitério dos Anões

Jornalista. Sonho em me tornar uma mistura de Lizzie Bennet e Tracy Whitney, tirando a parte fora da lei. Ler e escrever são o que mais gosto de fazer. Fico nervosa sem um livro na bolsa ou quando não acho caneta e papel quando a inspiração vem. Tenho sonhos a lá filme de Spielberg, ilusões amorosas por Mr. Darcy e obsessão por Harry Potter.