Entrevista: Samanta Flôor fala sobre a webcomic A Canção de Ada

15 de dezembro de 2017 às 23:46 | Por

Samanta Flôor é ilustradora, quadrinista e tatuadora. Entre seus trabalhos em quadrinhos estão Chance , com Diogo Cesar (Editora Polvo Rosa) e Guia Culinário do Falido com Fernanda Chiella, Felipe Horas, Marilia Bruno e Leo Finocchi (Balão Editorial).

 

Em paralelo a tantas atividades, ela se dedica à webcomic A Canção de Ada, que teve início em 2016. O quadrinho, cuja autora define como “uma comédia sobre duas pessoas tentando encontrar seus passados… algo assim”, conta a história de  Ada, uma menina de 13 anos que conhece um fantasma com amnésia que mora numa caixa de música roubada em uma loja de antiguidades.

 

Para saber mais detalhes, o Mais QI Nerds bateu um papo com a Samanta. Confira:

 

 

Como surgiu A Canção de Ada?

 

Fazia algum tempo que eu pensava em produzir uma HQ mais longa e online. Sobre a história em si, veio das minhas andanças por antiquários. Eu adoro esses lugares e sou meio fascinada com fotos e objetos antigos.

 

 

Como é feita a produção da webcomic?

 

A ideia era soltar pequenos episódios quinzenalmente. na prática isso não deu muito certo… ela está dividida em capítulos, e eu gosto de deixar todas as páginas de cada capítulo na mesma “fase” (diagramação, desenho, arte-final, cores). Teoricamente todas as páginas devem estar na mesma fase, mas na prática isso também não funciona muito. Na verdade, como essa é minha primeira incursão no webcomic assim como numa HQ mais longa, eu estou definindo o processo conforme vou fazendo. então na verdade não existe um processo muito definido…

 

 

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Tem planos para a publicação impressa da HQ?

 

Eu curto muito produzir quadrinhos e é uma sensação maravilhosa ver o teu trabalho impresso, mas toda a logística da pós produção de um quadrinho começou a me cansar muito. Eu amo ir em feiras e eventos, adoro encontrar os amigos quadrinistas e o público em geral, mas quando se torna uma obrigação (tenho que vender x gibis pra recuperar o investimento) a coisa começa a cansar. E os leitores acabam sendo os mesmos de sempre, um público bem pequeno e específico. Não que eu ache que muita gente esteja lendo meu gibi online, mas, em teoria, o alcance é muito maior. E não existe um investimento, então eu não preciso sair por aí desesperada vendendo ele (risos).

 

O que acha do consumo de quadrinhos online no Brasil?

 

Acho que sites como o Social Comics e o Tapastic estão crescendo muito. Tem bastante produção online de quadrinhos no brasil, mas não sei dizer quanto ao consumo. Acho que o pessoal ainda prefere ler HQs no papel.

 

 

 

Jornalista. Sonho em me tornar uma mistura de Lizzie Bennet e Tracy Whitney, tirando a parte fora da lei. Ler e escrever são o que mais gosto de fazer. Fico nervosa sem um livro na bolsa ou quando não acho caneta e papel quando a inspiração vem. Tenho sonhos a lá filme de Spielberg, ilusões amorosas por Mr. Darcy e obsessão por Harry Potter.