Resenha HQ ‘Necromorfus’ #1, de Gabriel Arrais e Magenta King

23 de outubro de 2017 às 19:07 | Por

A HQ Necromorfus, primeiro projeto do selo RQT Comics, conta com roteiro de Gabriel Arraias e arte de Magenta King. Neste primeiro volume, Ossos do Rei,  somos apresentados ao começo de uma trama instigante, que desenvolve uma narrativa misteriosa e cheia de ação.

 

Com uma premissa interessante, que bem poderia ser um roteiro de um seriado, a HQ introduz a história de Douglas, um garoto de 16 anos amaldiçoado que passa a assumir a forma e as recordações de qualquer ser que tenha os restos mortais tocados por ele.

 

O preço por adquirir esse dom foi perder a si mesmo. O rapaz parou no tempo, sem poder envelhecer. E o pior, não consegue sentir prazer ou emoção quando está em sua forma original. Isso faz com que recorra a um psicólogo que tem uma especialidade com o sobrenatural. E é em suas sessões que acabamos por descobrir mais detalhes de como os poderes do jovem ocorrem.

 

Douglas não possui muitas pretensões ao utilizar seus poderes, que acabam por ajudá-lo apenas a encontrar prazer e emoções, ou seja, encontrar aquilo que ele, em sua forma original, não possui. A Arte de Magenta possui um movimento em seus traços, o que agrega muito a exemplificar como a vida do garoto é, repleta de sexo e ação.

 

Os diálogos são naturais e a apresentação dos personagens são espontâneas, no sentido de não necessitar de interpelações diretas ou quebra de ritmo para acontecer, mérito ao ótimo roteiro de Arrais. Contudo, tanto o personagem principal quanto os secundários presentes neste início tem muitas características ainda a serem descobertas e, principalmente, intenções veladas. Pois em seu primeiro volume, Necromorfus tem a intenção de despertar a curiosidade do leitor ao que está por vir. O que faz com primor.

 

 

Jornalista. Sonho em me tornar uma mistura de Lizzie Bennet e Tracy Whitney, tirando a parte fora da lei. Ler e escrever são o que mais gosto de fazer. Fico nervosa sem um livro na bolsa ou quando não acho caneta e papel quando a inspiração vem. Tenho sonhos a lá filme de Spielberg, ilusões amorosas por Mr. Darcy e obsessão por Harry Potter.