Escritora Karinna Pimenta fala sobre seu livro de estreia, “A Caçada de Goya”

31 de agosto de 2017 às 18:26 | Por

“A menina. O símbio. O leão negro. E o mais fantástico dos sonhos”. Encontramos tudo isso em “A Caçada de Goya”, livro de estreia de Karinna Pimenta.

 

A obra, inspirada na história dos imortais do Himalaia, narra a aventura de Gaia, uma menina que vê sua vida se transformar pelo encontro real com Thórum, o leão negro que a persegue em seus sonhos desde pequena. Na fuga para Vallejabor, cidade dos Goyas, ela descobre que possui o “símbio” de Neuss, um dos três imortais; e com essa descoberta, a missão de salvar uma civilização fundada há quase mil anos.

 

Karinna Pimenta nasceu em Brasília, mas tem coração mineiro. Começou a escrever durante as madrugadas, entre fraldas e mamadeiras, e não parou mais.

 

 

A escritora concedeu ao Mais QI Nerds uma entrevista exclusiva. Confira:

 

Você tem uma formação que foge ao mundo literário. Como surgiu a vontade de ser escritora?

 

Sou formada em Administração de Empresas com especialização em Custos e Finanças e MBA em Marketing. Atualmente faço Antroposofia.

 

A vontade de ser escritora surgiu na infância, junto às brincadeiras de contar histórias, por volta dos 7 anos de idade. Tenho paixão por escrita, que vai muito além dos livros. Romances são minha paixão, contudo as crônicas, roteiros de cinema, tv, músicas, entre outros, fazem parte da minha escrita.

 

A Caçada de Gaya é seu primeiro livro. Como surgiu a ideia da história? Quanto tempo durou até a conclusão da obra?

 

A ideia surgiu de uma conversa com uma grande amiga, Ir. Graciema Tamanho – a qual, aliás, é a Tiamorê da história – que contou-me de sua excursão ao Himalaia, com o objetivo de conhecer os Imortais. Isso veio de encontro a um roteiro que eu vinha escrevendo, baseado em espiritualidade e cultura holística, tema que pesquiso há anos.

 

7 anos, aproximadamente, foi o período que levei para conceber a obra, conseguir editora e publicá-la efetivamente.

 

O livro faz parte de uma trilogia. Tem previsão para o lançamento do segundo volume? O que podemos esperar da sequência?

 

O segundo livro é ÁPHUS e o terceiro, O RETORNO DE AYÉLLUS.

 

Ainda não tenho previsão de publicação, apesar de a ideia inicial ser o lançamento de um por ano.

 

Mais aventura, romance, emoção… mais surpresas. Hehe

A escrita, sem dúvida, vai melhorando, as pesquisas, se aprofundando, as ideias aflorando… Cada um passa a ser mais intenso e mais complexo que outro.

Sempre me apaixono mais pelo livro que estou escrevendo no momento!

 

 

O que acha necessário para a construção de uma boa história? Qual seu processo de criação?

 

Penso que, para se ter uma boa história, há, primeiramente, que se explorar um bom tema, algo que desperte a curiosidade e a afinidade de quem escreve, ao mesmo tempo que se identifique com o leitor. Gosto de temas universais, que pelo fato de o serem, tornam-se complexos. O domínio do assunto também é de extrema importância, assim como a escrita limpa, fluida e envolvente.

 

Meu processo de criação começa com as inspirações. E tudo me inspira, desde uma música que ouço, um caso que escuto ou uma cena que assisto. Tudo vai se alinhavando em minha mente até o momento que passa a ter um sentido e vou passando para o papel. Aliás, o que mais tenho são papéis e canetas em todo o lugar por onde vou. As ideias vão se completando com as pesquisas, até porque tudo o que escrevo é inspirado em histórias reais.

 

Mas uma coisa é certa: Não há uma só linha que escrevo que não seja precedida de oração. Isso porque tenho profundo respeito pelo meu trabalho com as palavras, pelo poder que elas exercem (contagiam ou contaminam, inspiram ou jogam para baixo…) E acredito que os dons que nos foram confiados devem ser utilizados para despertar as pessoas, para estimulá-las a algo melhor, para ascender-lhes a luz que carregam.

 

 

O livro é ambientado no Brasil. Há sempre discussões no meio literário acerca de muitas obras nacionais terem como pano de fundo outros países. O que acha sobre?

 

Não sou contra reputar outros países como pano de fundo, por diversas razões: porque penso que essa liberdade só acrescenta, uma vez que, no fundo, somos todos irmãos de uma grande nação; porque ainda temos a questão cultural onde se considera melhor o que é de fora – infelizmente; porque as pessoas gostam do novo, de se identificar com algo bom, independentemente de qual país seja, etc.

 

Entretanto, apesar de ter essa liberdade de escrever qualquer tema sobre qualquer nação, gosto de escrever sobre o Brasil – ou, pelo menos, de ter uma passagem em meu país – porque minha alma é brasileira, nacionalista, orgulhosamente verde e amarela (hehe); porque minhas raízes cresceram e ainda crescem neste solo mãe gentil – e ainda que eu me plante em outras terras, e que seja feliz nelas – minhas obras retratarão o que sou e o que trago em mim.

 

Quais suas referências no mundo literário?

Nossa, são tantas! Francisco Azevedo, Guimarães Rosa, Ariano Suassuna, Rubem Alves, Gabriel Garcia Marques, Spencer Johnson, Richard Bach, Cora Coralina, Jorge Amado, Monteiro Lobato, Machado de Assis, dentre outros.

 

Outra obra sua prevista sem ser da trilogia é “O Menino, O Anjo e o Contador do Tempo”. Tem alguma novidade quanto ao lançamento do livro?

 

Ainda não. Porém “Branca Rosa – Rosa Branca”  está chegando por aí.

 

Jornalista. Sonho em me tornar uma mistura de Lizzie Bennet e Tracy Whitney, tirando a parte fora da lei. Ler e escrever são o que mais gosto de fazer. Fico nervosa sem um livro na bolsa ou quando não acho caneta e papel quando a inspiração vem. Tenho sonhos a lá filme de Spielberg, ilusões amorosas por Mr. Darcy e obsessão por Harry Potter.