Entrevista: Márcio Rocha traz Notícias Mortais

8 de agosto de 2017 às 20:19 | Por

Márcio Antonio Santos da Rocha estreia no mundo literário com Notícias Mortais, lançamento da editora Pendragon.

 

O livro traz contos que nos mostram que muitas vezes a diferença entre um assassino e sua vítima é a posição no qual se encontram. Explorando a psique humana, suas motivações e impulsos, a solução não é o objetivo, e sim as possibilidades. Pessoas de realidades completamente distintas ganham destinos tragicamente similares. No final, não é quem você é, mas como você morre.

 

 

Como surgiu “Notícias Mortais”? 

 

Notícias Mortais é  meu primeiro livro. Bom, por ser um livro de contos, ele foi surgindo aos poucos, o primeiro conto foi escrito em 2015, completamente por acaso e a partir daí, as demais histórias fluíram naturalmente e foram sendo escritas entre o meio do ano passado e o começo desse ano. Como nenhuma das idéias surgiu em momentos propícios para a escrita, anotei pequenos esboços das histórias em um bloco de notas que sempre carrego comigo para poder escrever com calma posteriormente. Esse processo foi meio que via de regra pra quase todos os contos.

 

Quais foram suas inspirações para a criação da história?

 

O primeiro conto, Possessivo, surgiu por conta do refrão de uma música que não saia da minha mente (Oh Darling What Have I Done – White Buffalo) e a partir desse refrão, eu escrevi a história. As demais inspirações vieram nos mais diferentes momentos, desde observar pessoas passando na rua enquanto eu tomava café, que é o exemplo do conto Assassinato do Parque a imaginar situações que podem acontecer através das interações humanas como nos contos Acerto de Contas, O Último Caso, Aqui se Faz… e Segredos, ao passo que outros foram inspirados distúrbios que podem acometer qualquer pessoa como nos contos Pesadelo na Neblina, Encanto Fatal e Sentimentos Estranhos.

 

O livro possuirá uma continuação ou é volume único?

 

Então, ele não terá uma continuação propriamente dita, mas um ou outro personagem será um pouco explorado em um livro que ainda estou idealizando. Um deles é um personagem obscuro do Acerto de Contas, que terá sua própria história futuramente.

 

Como iniciou na carreira de escritor?

 

Bom, sempre gostei de escrever. Adorava redações na época de escola, e tendo uma mãe que lê de forma assídua, acredito que foi um caminho natural até a escrita. Apesar da crescente vontade em escrever não apenas crônicas aleatórias, mas um livro, eu não fazia idéia de por onde começar, até que ler Felicidade Demais da autora canadense Alice Munro abriu meus olhos para o mundo dos contos e a possibilidade de explorá-lo.

 

Quais considera as suas influências no mundo literário?

 

Além da clara influência de Alice Munro em meus contos – muito por conta das histórias não lineares – tenho também outros autores como referência, são eles George R.R. Martin, pela crueza de sua narrativa, Bernard Cornwell, Conn Igulden e Ben Kane pela habilidade que possuem em situar seus personagens em um período especifico da História sem se tornarem repetitivos (muitas das histórias que tenho em mente para o futuro estão ligadas à eventos históricos) e J. R. R. Tolkien pelo simples fato de ser o autor que mais admiro e tenho como exemplo de capacidade narrativa.

 

Tem em mentes os próximos projetos?

 

Não apenas tenho, como já estou trabalhando em um deles: um livro também de contos cujas histórias se ambientam na Segunda Guerra Mundial e depois dele o livro que seria uma possível sequência do Notícias Mortais, por conta dos personagens e temática das histórias.

 

 

Jornalista. Sonho em me tornar uma mistura de Lizzie Bennet e Tracy Whitney, tirando a parte fora da lei. Ler e escrever são o que mais gosto de fazer. Fico nervosa sem um livro na bolsa ou quando não acho caneta e papel quando a inspiração vem. Tenho sonhos a lá filme de Spielberg, ilusões amorosas por Mr. Darcy e obsessão por Harry Potter.