29 dezembro, 2014 às 22:59 | Por

‘A Ordem’: Thiago Silva fala sobre seu personagem Dragão Negro

Fascinado por quadrinhos desde pequeno, Thiago Silva viu sua diversão virar profissão e logo depois criar vida pelo Projeto Chroma, no qual pôde trazer novamente à ativa um dos primeiros personagens que criou, o Dragão Negro, que agora integra ‘A Ordem’ juntamente com outros super heróis brasileiros. Conheça mais sobre o personagem e seu criador nesta entrevista exclusiva para o Mais QI Nerds.

 

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Como começou o seu interesse por quadrinhos?

 

Eu leio quadrinhos desde pequeno. Comecei como muitos, com a minha mãe me ensinando a ler com a Turma da Mônica. Mas as  primeiras HQs que produzi foram aos 14 anos. Leitor assíduo da  Marvel e player fanático de Sonic, Street Fighter, Samurai Shodown e King of Fighters, foi naquela época que eu comecei a criar meus  primeiros personagens (o primeiro de todos foi um certo Marques da  Silva, que hoje vocês conhecem por Dragão Negro). Fazia HQs  amadoras, arte-finalizadas com caneta Biq, coloridas com lápis e hidrocor, sem nenhum senso de layout de páginas e encadernadas  em pastas escolares. Ou seja, a tosqueira mais fina que se poderia  imaginar!!

 

Como foi o início da sua carreira como quadrinhista?

 

Começou em 2008, quando resolvi criar um projeto de educação ambiental em forma de game. Assim nasceu o Bandeirinha e os seus  amigos. Para aprimorar as artes do projeto, fui fazer um curso de  desenho na ABRA. Lá conheci alguns amigos que me convidaram  para um projeto de quadrinhos. Decidi então adaptar o Bandeirinha  para o formato de quadrinhos, para participar deste projeto.  Fundamos o Projeto Chroma e começamos a trabalhar em nossas HQs. E então a paixão pelas HQs voltou com tudo!

 

Como você entrou no projeto de A Ordem?

 

Com o bom andamento do Chroma, eu decidi que era um bom momento para trazer o Dragão Negro de volta à ativa. Daí bolei o  projeto em 2012: as revistas dele contém histórias de aventura  voltadas para crítica socioambiental, são escritas por mim, mas  desenhadas por artistas que estão tentando entrar no mercado. Eu  lancei a primeira revista do Dragão Negro no começo deste ano, e  sonhava com a possibilidade de vê-lo se destacando entre os heróis  nacionais, ou participando de um crossover.

 

Para minha surpresa, a receptividade do Dragão Negro tem sido ótima entre os leitores e os colegas dos quadrinhos. Eu fiquei  sabendo do projeto A Ordem quando um personagem que eu  acompanho, o Lagarto Negro, foi adicionado ao projeto. Pesquisei um  pouco a respeito, e decidi inscrever meu personagem.

 

Fale mais sobre o personagem, Dragão Negro

 

O Dragão Negro é um dos cinco supremos mestres da Hikari no Seirei, uma sociedade secreta global de ninjas que protege a vida no planeta e a liberdade de cada indivíduo. Nascido em São Paulo, seu nome é Marques da Silva, e trabalha como ilustrador quando não está  atuando como ninja.

 

Possui amplo conhecimento de técnicas de combate ninja, manuseio de armas e outros equipamentos. Suas técnicas de luta estão entre  as melhores do clã, e por isso é bastante respeitado entre os ninjas e temido entre os inimigos. Também é um excelente estrategista, principalmente  quando se trata de surpreender os adversários, obter e disseminar  informações entre indivíduos e grupos de pessoas. Adepto do estilo Niten Ichi  Ryu, criado pelo lendário samurai Miyamoto Musashi, Dragão Negro  possui como armas principais suas duas Katanas.

 

O personagem já existia ou foi criado para o projeto?

 

O Dragão Negro foi meu primeiro personagem, criado por mim quando eu tinha 14 anos! Claro que ele era bem diferente do que é  hoje. O design, as habilidades e a personalidade foram evoluindo com o passar dos anos. Ele já teve versões em que usava armas de fogo, versões em  que era uma cópia do Homem-Aranha e até uma versão em que ele  manipulava o fogo! Mas para o seu lançamento oficial, eu optei por uma versão sem poderes, mais  humana, que criasse um universo mais crível para o personagem e que  também ajudasse a desmitificar o universo dos ninjas, que eram  guerreiros valiosíssimos no Japão medieval, mas que não usam  magias e transformações exageradas como costumamos ver por aí.

 

Além de ‘A Ordem’, está envolvido em outros projetos?

 

O outro projeto de minha autoria chama-se “Bandeirinha – Os Tesouros da Mae Terra”. É uma história de aventura que traz conteúdos voltados para educação ambiental. As revistas do Bandeirinha contam a saga de personagens inspirados em animais da fauna brasileira, como o Lobo Guará, o Sabiá Laranjeira, o Boto  cor-de-rosa e o Bandeirinha (que é, também, uma ave brasileira).  Também tenho mais alguns projetos para os próximos anos, mas vou  fazer suspense por hora…

 

Bertoli



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