Crítica: Anime ‘Kill la Kill’

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Existem animes que tem cenas de lutas ou cenas de fan service, ‘Kill la Kill’ é um anime que consegue ter os dois.

Produzido pelo estúdio Trigger especificamente por iroyuki Imaishi e
Masahiko Ohtsuka, ambos ex-funcionários da Gainax (Evangelion, Stocking e Panty). ‘Kill la Kill’ tem ao todo 24 episódios e foi ao ar no Japão ano passado, segue o mesmo estilo do consagrado anime ‘Tengen Toppa Guren Lagann’.

killA história é basicamente envolvida por vingança, esse é o grande motivo por trás da maioria das ações tanto no primeiro, quanto no segundo arco do anime. Buscando vingança pela morte de seu pai está a personagem Ryuko Matoi, ela carrega consigo uma arma em forma de uma metade de tesoura e está atrás da outra metade (que estaria com o assassino de seu pai). Ryuko acredita que a outra metade está com a presidente do conselho estudantil da Honnouji Academy chamada Satsuki Kiryuuin, e para conseguir subjugar a assassina ela parte em direção à escola.

Considerações da autora (sem spoiler):

O que mais chama atenção no anime são as roupas que são completamente reveladoras lembrando um pouco as roupas de carnaval. E muita gente de inicio, não gostou do uniforme, mas acredite o fanservice que existe no anime é totalmente justificável.

images (8)Os uniformes, chamados de “uniformes Goku”, além de falar com quem os veste (estranhamente são apenas meninas que os vestem) podem ser considerados uma metáfora para menstruação. Sim, você leu certo, os uniformes podem ter essa interpretação, pois quando Ryoko põe o Goku, ela derrama sangue no uniforme. E fica com vergonha do próprio corpo.

A cena dela se “transformando” lembra, mesmo que não intencionalmente, as transformações das ‘Sailor Moon’, porque apesar de ter todas aqueles passos para trocar de roupa magicamente, no final das contas ela fica nua na frente dos vilões e, nunca sentiu vergonha por isso. Ver a Ryuko sentir vergonha por se transformar na frente de todo mundo da uma dose de realidade. A protagonista não é perfeita, tem momentos em que se perde ou fica em dúvida consigo mesma, mas são as pessoas envolta dela que a ajudam achar o seu caminho.

A vilã Satsuki é o oposto da Ryuko, ela é totalmente feminina, uma líder e personagem marcante. Como essa matéria não dará spoiler, vou apenas adiantar que essa personagem tem uma história interessante e tem uma reviravolta na história dela também.

O professor dá em cima da protagonista e ainda banca o agente duplo, esse personagem quando usa óculo parece um professor pacato de anime mais quando tira, vira o James Bond.

Personagem Mako
A confusa personagem Mako (Imagem: divulgação)

Uma das personagens que se destaca mesmo não tendo super poderes, é a Mako, uma garota baixinha de cabelo curto, e está autora esta sendo 100% sincera ao falar isso. Mako te dá a impressão que passou pelos 24 episódios sem entender nada do que estava acontecendo. E não, isso não a faz uma personagem idiota ou descartável, ela tem as suas fraquezas e forças e, tem uma função importante no final de ‘Kill la Kill’.

Voltando a questão dos uniformes, talvez  eles tenham mais importância do que imaginávamos, talvez esses uniformes safadinhos (entendedores entenderão) não tenham um significado secreto. O último episódio mostra um uniforme de trabalho, aquele que os executivos usam, como sendo a “arma final”.

Olhando essa cena, tem gente que pode achar que é uma metáfora, mas pode muito bem não significar nada. A própria Ryuko admite que talvez nada disso tenha um significado e, por ela está tudo bem.

Seja como for o Mais QI Nerds recomenda esse anime com nota 10 e, aconselha que caso queiram fazer cosplay da Ryuko ou de outros personagens da história, tenham cuidado para não serem presos por atentado ao pudor!

 


#Anime   ; ; ; ; ; ; ; ; ; ; ; ; ;


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